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Como surpreender seu cliente e conquistar seu coração

Dizem que uma das melhores maneiras do dono de um negócio entender o cliente é se colocar no seu lugar. Ao passar para o outro lado do balcão, tente lembrar-se da última vez que você foi atendido e saiu satisfeito. Talvez tenha sido aquele café quentinho que chegou enquanto você esperava o vendedor conseguir um produto. Ou aquela vez que o gerente se lembrou da sua família e perguntou se o seu filho tinha passado no vestibular. Ou então o cartãozinho com rosas que a loja mandou no dia do seu aniversário de casamento. Lembra?

Pois é, todos esses exemplos recebem o nome de "surpresa positiva", um jeito de chamar aqueles momentos em que somos tratados de forma especial e importante para as empresas com as quais mantemos alguma relação comercial. É esse sentimento que nos faz voltar lá, contar para os conhecidos como fomos bem atendidos e nos tornarmos clientes fiéis.

Mas como criar esses momentos especiais em meio à correria do dia-a-dia?

Nos anos 90, com a abertura comercial promovida pelo governo, à concorrência cresceu muito e as empresas começaram a disputar o mesmo cliente. Ficou cada vez mais difícil chamar a sua atenção e persuadi-lo a consumir, uma vez que todos tinham produtos ou serviços muito parecidos, para não dizer iguais.

Na hora em que as empresas tentaram se diferenciar descobriu que precisavam saber o que este cliente desejava. Daí percebeu que conheciam pouco ou nada sobre ele e menos ainda sobre o mercado. Foi aí que surgiu o CRM (Customer Relationship Management), o termo em inglês para Gestão de Relacionamento com o Cliente, para nós (GRC) Um conceito que veio com a promessa de ajudar as empresas, a saber, tudo o que for possível sobre o cliente e acompanhar seus contatos com a empresa.

Muitas empresas já implantaram sistemas de GRC e têm obtido resultados positivos. O mais interessante de tudo isso é que mesmo longe de siglas, softwares caríssimos e treinamento, os fundamentos do GRC podem ser implantados no seu negócio, seja ele do tamanho que for. Mais: com boa vontade e um pouco de bom senso é possível administrar o relacionamento com seu cliente com pouco investimento e com isso gerar negócios cada vez mais promissores.

Segundos especialistas, o segredo para conhecer o cliente e gerar as tais "surpresas positivas" é estabelecer um relacionamento verdadeiro. Tratar cada cliente como se apenas você o atendesse aumentar a freqüência de compra, reduzir cancelamentos e devoluções, transformar não-cliente em cliente. Enfim, transformar mais clientes mais rentáveis por mais tempo.

Mas por onde começar? Que tal uma ficha de papel mais grosso, dessas que se compra em papelaria, ou, se você preferir, uma planilha eletrônica?

Depois de cada contato com o cliente, por exemplo, um bate-papo enquanto ele paga a conta, ou um telefonema, você deve anotar alguma informação. Toda a oportunidade de contato com seu cliente é uma chance de ouro de se aproximar e saber mais um pouquinho sobre ele. Tente descobrir suas preferências, se visita sempre a sua loja/empresa, se indica seus produtos ou serviços para outras pessoas, quais são seus hobbies, se tem filhos e por aí vai.

Outra coisa importante é conseguir um cadastro do cliente. Uma boa estratégia e oferecer alguma coisa em troca. Algo como: "Fale um pouco a seu respeito e concorra a um terno completo", se você tiver uma loja de roupas, por exemplo. Brindes, descontos e sorteios, costumam aumentar a paciência do cliente na hora de participar desse tipo de promoção.

Com essas informações na mão, você já pode personalizar o atendimento e até mesmo estabelecer formas de pagamentos diferenciadas. Por exemplo: clientes antigos têm o direito de parcelar o valor da compra e ganham descontos depois da terceira vez no mês que adquirem algo na loja.

Mas atenção: o relacionamento com o cliente só ocorre quando a comunicação é de mão dupla, integrada, registrada e gerenciada. Sem dados de cadastro, contatos e transações realizadas é muito difícil manter um relacionamento efetivo. Por isso, só criar um "banco de dados" não resolve. Você precisa atualizá-lo constantemente e aprender a cruzar os dados que coletou, transformando-os em informação e depois em inteligência competitiva, algo que vai diferenciá-lo da concorrência. Já pensou investir em um super cartão de aniversário e descobrir que o cliente nem o recebeu porque mudou de endereço há três anos? Parece absurdo, mas isso acontece com mais freqüência que imaginamos.

Por isso, para o seu "GRC" funcionar é importante que você e a sua equipe se acostumem a registrar todas as informações sobre o cliente nas fichas ou na planilha eletrônica, mesmo aquelas percepções mais simples que podem ser grandes diferenciais na hora de agradar o cliente. Por isso, procure desenvolver e incentivar a capacidade de "ouvir" dos seus vendedores e outras pessoas que têm contato com o cliente. Essa postura deve começar desde o primeiro momento que o cliente entra em contato com a empresa (com a telefonista que atende às ligações) até o profissional que presta um serviço ou conserto.

Ou seja: mesmo colaboradores que não tenham responsabilidades sobre o gerenciamento de clientes precisam se envolver em atividades que vão contribuir para a qualidade do serviço ao cliente.

Como você pode ver GRC não é apenas uma ferramenta a ser implantada, mas na verdade uma é nova forma de vender, atender e se relacionar. Justamente por isso é uma postura que precisa ser incorporada por todos os funcionários da empresa, do office-boy, passando pelos atendentes, gerente, diretores e até mesmo pelos sócios. Seu negócio só tem a ganhar.

Dá trabalho organizar tudo isso e tentar se relacionar cada vez mais com o cliente? Claro que dá. Mas pode ter certeza que é um trabalho muito menor que tentar recuperar um cliente indiferente ou insatisfeito como a sua empresa. Isso custa caro. E, às vezes, não há dinheiro no mundo que pague.


CONHECENDO   A   ADMINISTRAÇÃO

Gestão de Negócios 

Na hora de tomar decisões, muito cuidado com os “achismos”. Suas decisões devem sempre se basear em informações armazenadas, comprovadas e tabuladas dos sistemas integrados que compreendem a gestão de negócios. Confira aqui seis instrumentos que vão auxiliá-lo na tomada de decisões.

Administração e controle da logística empresarial

Atualmente não apenas o controle de estoque da empresa é vital para a organização, mas todo o processo de logística, desde a compra que deve atender as necessidades comerciais e limites financeiros impostos pelo fluxo de caixa, passando pela administração interna de produtos que precisam atender as expectativas do negócio como um todo, até a entrega com qualidade e segurança para o cliente, se possível, surpreendendo o consumidor em todos os requisitos de eficiência e atendimento personalizado.

Vale lembrar que a entrega do produto e/ou serviço pode encerrar definitivamente um relacionamento comercial ou estabelecer um vínculo de credibilidade duradouro entre as partes, criando a fidelidade e a primeira lembrança para seus produtos e/ou serviços. Assim a venda não está encerrada na definição de compra do produto por parte do cliente, mas no recebimento da mercadoria escolhida.

Análise e atualização de cadastros de produtos e ou serviços

Nada mais desastroso que, no momento da venda, o produto que está no balcão, nas mãos do cliente, não aparecer na relação do computador, ou ainda pior, ninguém saber ao certo o preço. A culpa normalmente é do “sistema" que apresentou algum problema.

O “sistema”, na verdade, é o processo organizacional como um todo que precisa ser avaliado e obedecer a certos princípios de evolução e atualização, desde a participação dos funcionários, gerentes, sócios, até a integração com o aplicativo (software específico) utilizado na empresa.

Na grande maioria das empresas, aqueles clientes que compram à vista não são cadastrados, o que demonstra a preocupação com apenas uma parte do processo, neste caso o de cobrança e não o de formar um cadastro de clientes evolutivo em função dos interesses do negócio.

Administrar o que comprar é uma virtude que pode estar escorada em um aplicativo, onde, no banco de dados, estarão suas últimas compras, prazos e preços pagos, além das necessidades futuras de compras, evitando assim, que o vendedor simplesmente venda o que ele deseja e não a empresa compre o que realmente interessa aos seus clientes.

Portanto, administrar o cadastro é um dos pontos vitais para o sucesso evolutivo de qualquer empresa.

Adequação da elaboração dos custos e formação do preço de venda

O preço de venda deve ser justo para o consumidor, mas também adequado para a sobrevivência da empresa, onde o custo do produto e/ou serviço, os custos fixos, os impostos, comissões e a margem de lucro, devem formar o valor final, de tal maneira a oferecer no resultado final o lucro líquido almejado pela empresa em seu plano estratégico.


Análise do demonstrativo de resultados

Este demonstrativo retrata os valores de competência de determinado mês, ou seja, o faturamento real (não os recebimentos), o custo da mercadoria vendida (CMV) em relação ao faturamento do mês, os custos fixos do mês, impostos relativos ao faturamento, comissões relativas e os resultados mensais obtidos: o lucro operacional e o lucro líquido, este último considerando as despesas com investimento e financeiras.
Neste demonstrativo outro parâmetro importante é o ponto de equilíbrio, valor referente ao faturamento mínimo para cobrir os custos fixos e variáveis da empresa.

Análise e adequação do fluxo de caixa

De posse do demonstrativo de resultados, valores da competência de determinado mês, o fluxo de caixa (que retrata o movimento real do caixa no mês) é necessário para complementar a análise financeira da empresa (entradas e saídas de dinheiro).

O fluxo de caixa deve ser planejado para no mínimo seis meses, evitando assim sustos durante a gestão empresarial, ou necessidade de adequação de caixa através de alimentação financeira externa, comumente chamada de empréstimos de terceiros, que, se realizada às pressas, sempre acabam saindo muito caro para a empresa.

Mais um lembrete: Cuidado com o resultado positivo do fluxo de caixa e negativo do demonstrativo de resultado, esta desigualdade é o sinal de que a empresa está afundando em um mar perigoso de dívidas.
 
Elaboração do plano estratégico para o negócio

O Plano de Negócios é um meio de manter a estratégia empresarial da empresa em dia, pronta para alterações administradas de rotas de segurança. Portanto, realize periodicamente a adequação da estrutura organizacional à realidade do mercado em que sua empresa atua, para evitar o aparecimento de fatores que possam comprometer a sobrevivência do seu negócio.



 CARACTERÍSTICAS  DO  COMPORTAMENTO  EMPREENDEDOR


Busca de Oportunidades e Iniciativa – Capacidade de se antecipar aos fatos e criar novas oportunidades de negócios, desenvolver novos produtos e serviços, propor soluções inovadoras. Esta é a característica de coragem do empreendedor de sucesso. Coragem de encarar o desconhecido, pois agem antes de serem forçados pelas circunstâncias. Os empreendedores são pessoas de visão, se preocupam com os problemas do futuro.

• Persistência
– Enfrentar os obstáculos decididamente, buscando o sucesso a todo custo, mantendo ou mudando as estratégias, de acordo com as situações. Esta característica é o combustível dos empreendedores, eles sempre buscam formas diferentes de alcançar os objetivos, parecem incansáveis quando querem alguma coisa e continuam sua jornada quando muitos preferem desistir.

• Correr Riscos Calculados
– Disposição de assumir desafios ou riscos moderados e responder pessoalmente por eles. É a característica que faz com que os empreendedores avaliem as alternativas antes da ação. São capazes de enfrentar desafios sem colocar tudo a perder agindo de forma impensada.

• Exigência de Qualidade e Eficiência
– Decisão de fazer sempre e melhor, buscando satisfazer ou superar as expectativas de prazos e padrões de qualidade. Esta característica é a paixão dos empreendedores exitosos. Eles sempre buscam uma forma de melhorar o que fazem, diminuir o tempo, reduzir os custos. Eles sempre estão insatisfeitos com o que fazem. A insatisfação é a energia da mudança. É uma característica contínua.

• Comprometimento
– Fazer sacrifício pessoal ou dispender esforço extraordinário para completar uma tarefa; colaborar com os subordinados e até mesmo assumir o lugar deles para terminar um trabalho; se esmerar para manter os cliente satisfeitos e colocar a boa vontade a longo prazo acima do lucro a curto prazo. Os empreendedores sempre fazem o que dizem, cumprem seus compromissos, são fiéis a tudo o que foi combinado. Não podemos esquecer que cada minuto de atraso torna os outros muito mais exigentes. Com esta característica nós vamos decidir se vamos ganhar ou perder no mercado mundial. Comprometimento é a honra dos empreendedores.

• Busca de Informações
– Buscar obter informações sobre clientes, fornecedores ou concorrentes ; investigar como fabricar um produto ou prestar um serviço; consultar especialistas para obter assessoria técnica ou comercial. Os empreendedores de sucesso são pessoas curiosas, perguntam tudo a todos: clientes, concorrentes, fornecedores. Estão sempre interagindo com o mercado. Busca de informações é a pedra angular, é a base de toda atividade exitosa.

• Estabelecimento de Metas
– Assumir metas e objetivos que representam desafios e tenham significado pessoal; definir com clareza e objetividade as metas de longo prazo; estabelecer metas de curto prazo mensuráveis. Os empreendedores de sucesso são pessoas que registram tudo o que querem fazer, vivem fazendo listas sobre tudo. Eles sempre sabem ir, nunca andam a esmo. Estabelecimento de Metas é o motor dos empreendedores e é a característica mais importante.

• Planejamento e Monitoramento Sistemáticos
– Planejar dividindo tarefas de grande porte em subtarefas com prazos definidos; revisar constantemente seus planos, considerando resultados obtidos e mudanças circunstanciais; manter registros financeiros e os utilizar para tomar decisões. O planejamento é o mapa dos empreendedores, é um guia valioso, contudo, difícil de ser executado por ser uma tarefa quieta, que exige pensamento e concentração, e os empreendedores gostam de fazer, de realizar, de estar na linha de frente. Agora, é sabido que os melhores resultados sempre ficam ao lado daqueles que planejam.

• Persuasão e Rede de Contatos
– Utilizar estratégias para influenciar ou persuadir os outros; utilizar pessoas-chave como agentes para atingir seus objetivos e atuar para desenvolver e manter relações comerciais. Os empreendedores de sucesso estão sempre em contato com o maior número de pessoas possível. Tem a capacidade de identificar em outras pessoas pontos para multiplicar sua base de ação e realização.

• Independência e Autoconfiança
– Buscar autonomia em relação a normas e procedimentos; manter seus pontos de vista mesmo diante da oposição ou de resultados desanimadores; expressar confiança na sua própria capacidade de complementar uma tarefa difícil ou de enfrentar desafios. Esta é a conseqüência de todas as outras características, não a fonte. Os empreendedores são otimistas, quando as coisas não dão certo, mantêm a confiança, vão sempre em frente por acreditarem na sua própria capacidade de realizar aquilo a que se propõem.

(Fonte: SEBRAE)



Decifrando o Código Genético do Empreendedor

Por Rosane Severo
O que é necessário para ter sucesso num novo negócio? Embora não exista o empresário perfeito, várias qualidades pessoais podem ajudar a construir um negócio próspero. Não acredito em receita de bolo, mas vejo que se decifrarmos o código genético do empreendedor, procedimento que agora está tão em voga, algumas características básicas surgirão:
Saber delegar – Não importa o quão inteligente e enérgico uma pessoa é, será sempre um grande engano tentar resolver tudo sozinho. A menos que ela atue sozinha e possua um negócio de uma pessoa só, terá que confiar que seus empregados farão a parte deles, para que possa dirigir o seu negócio.
Saber ensinar – Para delegar efetivamente, serão necessárias pessoas com habilidades apropriadas e elas podem ter que aprender algumas dessas habilidades com o empreendedor.
Ser automotivado – O proprietário de um pequeno negócio não terá um chefe lhe dizendo quando e como trabalhar. Quem tiver dificuldade de produzir sem cobranças, deve manter o seu emprego.
Saber trabalhar com números – Para empreender será necessário passar uma boa parte do tempo analisando e calculando números referentes às despesas, receitas, impostos e outros. Uma fobia à matemática não vai ajudar quem deseja ser um empreendedor.
Não se importar em cometer enganos – Todos cometem enganos, mas o truque é aprender com eles e mudar. Nem todos têm essa facilidade.
Gostar de trabalhar – Ao contrário do mito, gostar de trabalhar não significa ser um trabalhador compulsivo, mas gostar de trabalhar é um pré-requisito para começar um negócio próspero. Muitos empresários bem sucedidos acreditam que faz mais sentido estabelecer um cronograma de trabalho razoável, que permita o equilíbrio entre o tempo despendido no trabalho e em suas vidas pessoais. No entanto, não é recomendável começar um negócio a menos que realmente se aprecie trabalhar, pois trabalho é que não vai faltar.
Saber vender – Um empreendedor, naturalmente, terá que vender produtos aos clientes. Poderá, também, precisar vender o conceito do seu negócio para prováveis financiadores. E, certamente, vai precisar convencer empregados potenciais a aceitar trabalhar para sua empresa em lugar de trabalhar para a concorrência. Isso tudo significa saber vender.
Não desistir facilmente – Implantar um negócio implicará em enfrentar obstáculos que podem desestimular alguns indivíduos. Um empreendedor terá mais sucesso se for o tipo de pessoa que aprecia enfrentar desafios. Uma boa dose de otimismo também é muito útil, pois ajudará a administrar as incertezas, que são parte de qualquer negócio.
Fonte: http://maisgestao.com.br/blog/  Por Helton


TIPOS DE CHEFE - O SEU PODE ESTAR AQUI ...
O colaborador pode perder a motivação e o comprometimento para realizar um bom trabalho, resultando em aumento do nível de estresse e queda da produtividade.
Por Stefania Lins Giannoni*
Saiba como lidar com chefes difíceisUm chefe é considerado difícil em função de algumas características, como agressividade, autoritarismo, mau humor, impaciência, comunicação não assertiva - fala alto, usa palavras inadequadas e até palavrões, provocando no outro medo e ansiedade. Quando o colaborador convive com este tipo de pessoa, acaba perdendo a motivação e o comprometimento para realizar um bom trabalho, resultando em aumento do nível de estresse e queda da produtividade.
No geral para lidar com este tipo de chefe, o colaborador precisa procurar conhecê-lo, analisando seu perfil, para facilitar a interação. Tem que ter flexibilidade, procurando se adaptar ao jeito da pessoa, ao seu estilo.  Um ponto relevante é que os chefes difíceis nos forçam a buscar superar nossos limites, e de certa forma, nos proporcionando um aprimoramento, à medida que os desafios vão sendo superados. Diante de um chefe difícil é importante o profissional se posicionar, temos liberdade para escolher aceitar ou não esta situação, se não nos adaptarmos, temos que procurar um outro tipo de pessoa para trabalhar. Confira abaixo alguns tipos de chefes:
Chefes coercivos: que são aqueles que querem que as coisas sejam realizadas do seu jeito. Para ele, tudo deve transcorrer do jeito que ele acha correto, ele coage... Tem que ser do jeito dele, na hora que ele quer, é ele quem dita as regras. Na medida do possível, procure se posicionar, dando opinião e sugestão de novas formas de realizar as atividades.
Chefe agressivo: que estabelece altos padrões de desempenho para a equipe. Quer que a equipe tenha um alto desempenho, que todos cheguem lá, mas de uma forma impositiva, sem respeitar o limite dos outros.  Seu objetivo é que todos atinjam as metas a qualquer custo, o que pode ter um impacto negativo no grupo. Ao lidar com este tipo de chefe procure atender os prazos e cumprir com as metas, porém, se julgar que não conseguirá atender a necessidade do chefe, se posicione e busque negociação. O outro tipo de chefe agressivo é aquele que é rude, grosseiro, fala alto, utiliza uma linguagem inadequada com o colaborador e não o respeita enquanto profissional. Devemos ser assertivos, buscar oportunidade para que possa ser colocado como você se sente com relação a forma de tratamento recebida.
Chefe mal-humorado: é aquele que esta sempre de mau humor, está sempre reclamando de tudo e de todos.  O ideal para lidar com este tipo de chefe é não se deixar contaminar pelo humor do chefe, mantendo seu bom humor.
Chefe instável: é aquele que não tem equilíbrio emocional, é instável emocionalmente. Tem mudanças bruscas de comportamento, tem horas em que está numa boa, outras não, tem instabilidade emocional e você não sabe como ele vai estar. Como lidar: procurando conhecer a pessoa e saber como e quando devemos nos colocar. Ter clareza se é o momento certo, e aproveitar as oportunidades que o chefe está de bom humor para fazer solicitações.
Chefe amigo: é aquele chefe que da liberdade ao colaborador para que ele se coloque, entretanto, quando o colaborador passa dos limites , há uma mudança brusca de comportamento, fazendo com que o colaborador perca sua referência com relação a está pessoa. Para lidar com este tipo de chefe é fundamental que o colaborador tenha clareza de qual é o seu papel na empresa e não misturar vida pessoal e profissional.
Chefe reservado: com dificuldade de relacionamento, esse tipo de chefe não interage com a equipe, não compartilha, ficando distante. Ele conduz as pessoas, mas mantém um distanciamento muito grande da equipe, sem ter vínculo. Tem dificuldades de conversar e de compartilhar com a equipe, procura trabalhar de forma mais individualizada. Procure se aproximar do chefe, se ofereça para ajudar e procure maximizar o diálogo.
Chefe centralizador: ele tem que estar a par de tudo e tem dificuldade de delegar atividades aos seus colaboradores, por medo de perder o lugar ou por receio de que as pessoas não saibam fazer como ele faz. Em função da dificuldade que este tipo de chefe tem para delegar tarefas, ao desenvolvermos uma atividade temos que manter o chefe informado de todos os nossos procedimentos, procurando fazer tudo de acordo com as expectativas do chefe. Procurar se aproximar deste chefe e ganhar sua confiança, deixando claro que seu objetivo é somar, compartilhar e trabalhar em equipe.
Chefe omisso: é aquele que não se coloca, não se posiciona diante das situações do dia a dia e não fornece feedback para a equipe dos seus pontos positivos e de melhoria. Podemos lidar com este chefe, solicitando o seu posicionamento e no caso da falta de feedback (retorno sobre o seu trabalho), pedir para conversar com o chefe e dizer que gostaria de saber se o seu trabalho esta sendo desenvolvido de acordo com as expectativas, como você pode melhorar.
Enfim, de forma geral, para lidarmos com chefes difíceis podemos agir da seguinte forma:
  1. Mantenha o controle, o equilíbrio emocional;
  2. Procure conhecer o seu chefe para poder lidar melhor com ele;
  3. Não entre em confronto com ele;
  4. Seja flexível e na medida do possível procure se posicionar.
*Stefania Lins Giannoni - Psicóloga, especialista em Desenvolvimento de Pessoas, Mestranda em Educação em Saúde pela Unifesp

DINÂMICA DE GRUPO - APRENDA O QUE QUEREMOS...

Saiba quais são os principais fatores que prejudicam o candidato nesta fase do processo seletivo.

Por Rômulo Martins
7 erros na dinâmica de grupoA dinâmica de grupo é a maneira mais eficaz de avaliar comportamentos e atitudes do candidato frente a circunstâncias às quais se está sujeito no ambiente corporativo, afirmam especialistas. Argumento forte o suficiente para que qualquer deslize prejudique o aspirante à vaga de emprego e, mais tarde, seja fator de eliminação no processo seletivo. Para você acertar, listamos sete situações que podem desclassificar o profissional durante esta etapa.

1. Candidato despreparado
Não é de bom tom participar de uma dinâmica sem ao menos pesquisar na internet informações sobre a empresa contratante. Da mesma maneira, desconhecer completamente a posição a que se candidatou ou não estar a par das etapas do processo (nos casos dos programas de estágio e trainee) pode demonstrar que você não está tão preocupado com a sua carreira.
“Grosso modo, isso acontece quando o candidato participa de 15, 20 programas ao mesmo tempo”, diz Gustavo Nascimento, gerente de relacionamento da Foco Talentos.
2. Dificuldade na comunicação
Falhas grosseiras no português estão na lista dos erros que mais eliminam o candidato na dinâmica de grupo. Outro fator de desclassificação é a dificuldade de verbalizar as ideias. Travar na apresentação pessoal pode, igualmente, ser um problema difícil de ser revertido.
“Alguns candidatos podem se sentir intimidados por aqueles que se supervalorizam. Mas é importante frisar que muitas posições pedem a habilidade da comunicação e o envolvimento com pessoas. A falta dessa competência, portanto, pode ser vista como incapacidade para ocupar um cargo”, afirma Mailara Germanowicz, consultora de recrutamento e seleção da Ricardo Xavier Recursos Humanos.
3. Supervalorização
Ao querer se sobressair muitos candidatos supervalorizam suas competências e experiências profissionais, mas o tiro acaba saindo pela culatra. Segundo Mailara, o profissional que finge um comportamento uma hora ou outra se torna vítima da própria armadilha. “Às vezes a preocupação em transmitir certa imagem é tão exacerbada que o candidato não consegue se concentrar nas atividades propostas pelo recrutador.”      
4. Falta de interação
Atividades que exigem trabalho em equipe são aplicadas para avaliar a interação do candidato em um grupo. O profissional que não participa da atividade (seja executando tarefas, seja expondo suas ideias ou sugestões) pode ser prejudicado caso a habilidade de trabalhar em equipe seja fundamental para o cargo disponível. “A reprovação está intimamente ligada à competência de que a empresa necessita”, explica Nascimento.
5. Timidez excessiva
Se você está concorrendo a uma vaga de emprego na área financeira, cuja posição exige foco e atenção na execução de tarefas e na qual o contato com pessoas será limitado, a competência da comunicação pode não ser um item relevante.
Agora, quem atua em áreas nas quais lidar com pessoas é primordial a habilidade comunicativa terá grande peso. “Cada vez mais as empresas observam o candidato conforme o perfil da vaga. Um profissional da área comercial que não tem a comunicação desenvolvida certamente será reprovado”, afirma Gustavo Nascimento.
6. Nervosismo
Não controlar o nervosismo durante a dinâmica de grupo pode revelar despreparo para ocupar a posição e, ainda, que você pouco se conhece. A dica é se planejar: busque informações sobre a empresa, revise o seu currículo, confira se a vaga realmente tem a ver com o seu perfil, alimente-se bem e vista-se de acordo para a ocasião.
“O selecionador entende que o processo seletivo é um momento de tensão. Mas quando há excessos que impedem o profissional de participar das atividades a avaliação é ruim”, diz Mailara Germanowicz.
7. Roupas inadequadas
Se você não quer errar vá de social. Não queira ousar demais, pois além de tirar a atenção do recrutador um traje inadequado pode atrapalhar sua performance durante a dinâmica. Mailara aconselha tomar cuidado com camisas muito justas. As mulheres, diz a consultora, devem usar o bom senso na hora de escolher os acessórios.  

Prós e contras das dinâmicas de grupo

Atividade coletiva é aplicada para avaliar competências e interação do candidato em um grupo.

Prós e contras das dinâmicas de grupoEm processos seletivos de diversas empresas, a fase que segue a seleção do currículo é a da célebre dinâmica de grupo. O medo e a ansiedade tomam conta principalmente daqueles que não se preparam para esta etapa ou a considera a mais difícil do processo. Quando não desistem de concorrer à vaga de emprego, os candidatos mais tímidos e introspectivos chegam a suar frio, ter taquicardia, perder a voz. 
Porém, para o selecionador, a atividade em grupo é capaz de revelar características e habilidades exigidas para o posto disponível. Claro, a técnica só vai funcionar quando bem aplicada.
Segundo Elaíce Farias Shinoda, coordenadora de RH da Steer Recursos Humanos, consultoria especializada na seleção e no aconselhamento profissionais, as dinâmicas de grupo podem fazer diferença em um processo de seleção, por isso são muito usadas na seleção de estagiários e trainees.
“O que queremos observar nesses processos é a interação entre os candidatos. Vamos buscar sinais de liderança, capacidade de trabalho em equipe, ou seja, todas as características que o cargo em questão exige.”
Elaíce aponta os prós e contras das dinâmicas de grupo:

VANTAGENS

  • Oportunidade de demonstrar seu comportamento e como se relaciona em grupo;
  • Em entrevistas individuais os candidatos não têm tantas chances de emitir opiniões e exteriorizar aspectos de comportamento como liderança, empreendedorismo, criatividade, capacidade de atuar em situações-limite;
  • A dinâmica pode ser aproveitada para candidatos conhecerem outras pessoas, trocarem ideias, fazerem networking;
  • A cada dinâmica o candidato consegue aprimorar sua capacidade de se incluir e de trabalhar em grupo;
  • Por ser um processo de várias horas, a dinâmica não permite que o candidato se porte de uma maneira “treinada” por muito tempo. A real essência de cada um sempre vem à tona.
Desvantagens
  • Algumas empresas dão explicações superficiais sobre o processo e não realizam feedback quando a seleção termina. Isso não agrega em nada o processo de aprendizado do candidato que procura emprego;
  • Muitas pessoas na mesma dinâmica e apenas um selecionador para observar o comportamento de todos pode ser ruim. O ideal é trabalhar com números menores de pessoas, de forma que o observador consiga avaliar e dar atenção a todos.

Candidatos muito tímidos, que têm dificuldade de se expor em público e colocar opiniões, podem perder lugar para um profissional menos competente, porém, mais desinibido. Caberá sempre ao selecionador identificar as reais qualificações e posturas dos candidatos presentes.